Em um mercado barulhento e competitivo, posicionamento e autoridade deixaram de ser marketing e viraram ativos essenciais para a sobrevivência das pequenas e médias empresas.
Por muito tempo, posicionamento e autoridade foram tratados como luxo de grandes marcas. Algo distante da realidade das pequenas e médias empresas, que precisavam focar em vender, pagar contas e manter a operação de pé.
Esse raciocínio ficou no passado.
Hoje, em um mercado saturado de ofertas, quem não é reconhecido não é lembrado e quem não é lembrado não cresce. Para uma PME, posicionamento é estratégia e autoridade é ativo.
Mas afinal, o que isso significa na prática?
Posicionamento é o espaço que você ocupa na cabeça das pessoas. É sobre pelo que sua empresa — e você, como líder — é lembrado. Autoridade é consequência. Ela surge quando o mercado passa a confiar no que você diz, vende e entrega.
E aqui entra um ponto-chave. Em negócios menores, a figura do fundador ou CEO se confunde com a própria marca. Ignorar isso é desperdiçar uma das maiores vantagens competitivas das PMEs.
O efeito CEO-influenciador
Nos últimos anos, vimos crescer o número de líderes que assumiram o protagonismo da comunicação. Não como celebridades, mas como vozes consistentes, acessíveis e estratégicas.
Um exemplo claro é Luiza Trajano, que há décadas construiu autoridade ao se posicionar publicamente sobre negócios, pessoas e impacto social. Sua fala sempre esteve alinhada à cultura do Magazine Luiza e isso fortaleceu a marca. Mais recentemente, temos casos como o João Adibe, da Cimed que virou uma referência de CEL Influenciador.
Não é sobre mostrar sua rotina e estilo de vida, mas compartilhar conhecimento, valores e visão de mercado como forma de construir confiança.
Mas eu não quero virar influenciador.
Essa é uma objeção comum e compreensível, mas autoridade não exige dancinha, viral ou exposição forçada e sim clareza sobre o que você faz melhor, o problema que resolve, o que acredita como negócio e como comunicar isso. Esse é o ponto estratégico.
Entender o que comunicar e como muitas vezes exige olhar profissional, que nem sempre quem está a frente do negócio entende com clareza.
Quando um empreendedor se posiciona, ele educa o mercado e mercado educado compara menos por preço. Para PMEs, isso é decisivo.
Quem tem autoridade:
- encurta ciclos de venda
- atrai clientes mais alinhados
- negocia melhor
- sofre menos pressão por desconto
O risco de não se posicionar
Enquanto você se cala, alguém ocupa esse espaço, pode ser um concorrente menor, mais barulhento ou alguém com menos entrega, mas mais narrativa.
No mundo digital, silêncio também comunica e geralmente comunica irrelevância. Construir autoridade leva tempo, mas não construir custa caro.
Para refletir
Se alguém perguntasse hoje:
- Pelo que sua empresa é conhecida?
- Por que alguém deveria escolher você e não o concorrente?
- Que tipo de liderança você projeta para o mercado?
Se essas respostas não estão claras, o problema não é marketing. É posicionamento.
E isso não é tendência, é fundamento.
